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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Ailton Chaves, intérprete de Carlitos e criador do Catolé, morre em Salvador

Ailton Chaves
Após mais de 40 anos dedicado a fazer os baianos sorrirem, o humorista alagoano Ailton Chaves, criador da personagem Catolé e por mais de 30 anos intérprete de Carlitos, morreu na manhã desta quinta-feira (7), no Hospital Português, em Salvador. Nos últimos anos, ele também atuava como assessor parlamentar.
A morte foi confirmada por um colega de trabalho de Charles – como Ailton era conhecido, por conta da imitação do personagem célebre criado por Charles Chaplin. “Informamos com pesar o falecimento do nosso grande amigo e profissional AILTON CHAVES (CATOLÉ). Sua morte nos deixou muito surpresos, mas esperamos que ele possa estar em um lugar melhor”, anunciou a página do humorista. O responsável pela triste notícia foi o também assessor parlamentar Dalmar Ferreira Cidreira, 41, que acompanhou o tratamento do colega nos últimos meses. “Ele sentiu umas dores há uns três meses e achou que era problema com a próstata. Depois foi constatado, no Hospital Pro-Hope, em Cajazeiras, que ele estava com câncer no reto”, comentou Dalmar. Ailton Chaves, que também morava em Cajazeiras, ficou internado no local em outubro e, após 20 dias, foi transferido para o Hospital da Bahia. De lá, foi novamente transferido para o Hospital Português, onde iniciou a radioterapia. Na última sexta-feira (1º), o humorista recebeu alta médica, mas permanecia bastante debilitado, como explica o deputado estadual Marquinho Viana (PSB), com quem Charles trabalhava. “Mesmo de licença, ele veio visitar o gabinete, na segunda (4), mas tava muito debilitado. Ele sempre foi meio gordinho e eu acho que perdeu uns 30 quilos. A nutricionista aqui da Assembleia ainda o orientou, mas ele passou mal. O médico decidiu internar de novo, pra ver se acelerava a cirurgia, mas não deu tempo”, comentou o parlamentar, que lembrou que Chaves “era muito querido e conhecido por todos os deputados e prefeitos (do interior).” Figura conhecida em Cajazeiras, onde morava, era no interior do estado que Charles fazia mais sucesso. Costumava levar sua trupe (com palhaços e personagens de desenhos animados), principalmente, para comemorações de aniversário de cidade, festejos juninos e outras comemorações voltadas para o público infantil. “Eu amo a vida de humorista, e agradeço a Deus e aqueles que acreditam no meu trabalho”, dizia Charles, que começou a carreira em 1975, ainda em Maceió, sua terra natal.

Adeus Ex-membros da trupe que participavam do Ailton Chaves Show lamentaram a perda, destacando também o trabalho social desenvolvido pelo artista. “Num momento em que jovens tendenciavam o caminho das drogas e do crime, ele nos presenteou com a oportunidade de viver o humor. Vai deixar muitas saudades, nosso eterno Catolé”, comentou o hoje policial militar Eduardo Aguiar, 34, que na adolescência encarnou o Palhaço Furico.
Outro PM que já passou pelo grupo, Ademar Costa, 34, também lamentou a perda. “Pessoa simples e humilde, me ensinou os segredos do humor sem fronteiras, para crianças de zero a 100 anos”, comentou. “Me ensinou o compromisso com o horário, cumprimento do dever e a se divertir trabalhando”, citou o técnico em telefonia móvel Jorge Souza, 38. O sepultamento de Ailton Chaves será nesta sexta-feira (8), às 10h, no cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas. (Vinny Publicidade com foto e vídeo - divulgação e informações do correio24horas).

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