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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Fotofobia: O incômodo de não conseguir olhar para luz

Se você sofre de fotofobia, certamente enfrenta dificuldades por causa da intensidade da luz em ambientes luminosos e dias mais claros e, com isso, você acaba fazendo o possível para evitar que a visão se choque com essas energias.

A fotofobia, também conhecida como sensibilidade à luz, é uma condição visual que faz com que você reaja quando seus olhos estão expostos à claridade (natural ou artificial), sendo esta intensa ou até mesmo regular. Esse comportamento é caracterizado pelos médicos como intolerância patológica ao estímulo luminoso, que, de certa forma, é definido como um desconforto visual provocado pelo excesso de luminosidade em seu globo ocular.

A sua reação de sofrimento com esta condição é respondida a partir da dificuldade que a mesma enfrenta em abrir os olhos, ou mantê-los abertos, em ambientes relativamente claros.Na maioria dos casos, a fotofobia ocorre devido a fatores congênitos, tais como ausência de pigmentos no fundo do olho e caso de aniridia (ausência de íris).

Se você tem olhos de cores claras, como azul e verde, pode desenvolver os sintomas de aversão à luz, pois as camadas dos olhos de tons claros absorvem menos luz que os de cores comuns.Porém, nem sempre essa sensibilidade ocorre de forma natural. Existem alguns casos que estão associados à decorrência de uma aversão à luz. A fotofobia pode ser desencadeada tanto por problemas visuais quanto por causas sistêmicas.

A primeira acontece devido a inflamações oculares (como uveítes e reações pós-operatórias), alterações na retina (como degenerativas e albinismo) ou lesões corneanas (como arranhões e ceratite). Já as sistêmicas ocorrem por alterações do sistema nervoso central, responsável por provocar a cefaleia e a enxaqueca.

Em condições onde existe dano ocular ou alterações do sistema nervoso central, os sintomas característicos que definem uma aversão à luz podem aparecer. O mecanismo para seu estabelecimento ainda não está bem definido, mas parece estar relacionado a conexões das células retinianas ou de outras partes do olho com o sistema trigeminal.

Não pense que a fotofobia é capaz de provocar alguma doença ocular. Em geral, esta condição não causa nenhuma enfermidade visual, mas este caso exige um acompanhamento periódico para que haja uma avaliação médica adequada, especialmente quando a pessoa apresenta um desconforto visual agudo quando está presente em lugares claros, essencialmente em situação crítica, como o embasamento visual.

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Não existe tratamento específico para “curar” o paciente que tem fotofobia. Até porque este desconforto não é considerado pelos médicos como uma doença ocular. Afinal, trata-se apenas de uma sensibilidade dos olhos a qualquer tipo de luminosidade. O melhor a fazer para sua causa para reduzir os sintomas é usar óculos com lentes inteligentes que escurecem em ambientes externos e diminuir a intensidade da luz em locais fechados podem ajudar a diminuir os sintomas que você sofre coma sensibilidade. (Fotos: Divulgação - Ótica Nossa Visão).
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